O Dia Em Que Eu Parei de Traduzir


 Eu não lembro exatamente o dia. Mas lembro da sensação.

Foi quando parei de explicar o inexplicável. Quando entendi que amor não precisa de legenda, manual ou esforço contínuo pra fazer sentido. Quando aceitei que algumas histórias não acabam, apenas param de caber.

Parar de traduzir foi um ato de amor-próprio. Foi escolher falar a minha língua emocional novamente, com todas as minhas necessidades, limites e expectativas.

Ele seguiu. Eu fiquei comigo.

E isso, por mais doloroso que tenha sido no começo, foi o primeiro passo pra voltar a habitar meu próprio território.

Nem todo amor é pra durar. Alguns vêm só pra ensinar onde a gente não deve mais se abandonar.

E eu aprendi.

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